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O plano do Senhor para a Igreja

O plano do Senhor para a Igreja

Quando pensamos no plano do Senhor para sua igreja precisamos nos lembrar de um aspecto fundamental para vida de todo cristão e que constantemente tem sido negligenciado: o crescimento espiritual - maturidade. Leonard Ravenhill, no seu livro “Por que tarda o pleno avivamento?” nos faz um alerta: “Irmãos, se fôssemos tão eficientes na tarefa de enriquecer nossa alma quanto o somos na de cuidar de nossos interesses pessoais, constituiríamos uma ameaça para o diabo. Mas se fôssemos ineficientes no cuidado de nossos interesses como o somos nas questões espirituais, estaríamos mendigando.”


O apóstolo Pedro escrevendo sua 2ª epístola nos ordena assim: “antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Pedro está orientando a igreja quanto ao falso ensino dizendo à igreja que homens perversos tentariam enganá-los torcendo as Escrituras fazendo com que eles (a igreja) abrissem mão da firmeza espiritual. Por isso, o antídoto contra os ataques do inimigo que causam frieza espiritual é o crescimento na graça e conhecimento. A busca constante pelo envolvimento pessoal com Deus. Quanto mais longe de Deus caminhamos mais frios e insensíveis tornamo-nos.


É plano de Deus para a vida da igreja o envolvimento com evangelização, missões, discipulado, expansão numérica e geográfica (Mt 28.18-20), mas, tudo isso só virá como resultado de uma vida de adoração – maturidade espiritual. Piper acertadamente disse: “A paixão por Deus na adoração precede a apresentação de Deus por meio da pregação. Você não pode recomendar o que não aprecia. Se a busca da glória de Deus não for colocad acima da busca do bem do homem nas afeições do coração e nas prioridades da igreja, o homem não será bem servido e Deus não será devidamente honrado”.


Meus irmãos, precisamos urgentemente de comunhão real e verdadeira com Deus, precisamos crescer espiritualmente, irmos rumo a perfeita varonilidade, a fim de que essa maturidade seja sentida na vida da igreja (a comunhão dos membros em adoração). Que Deus nos abençoe e nos faça crescer!


Rev. Marcelo Crispim

Você ama a Igreja?

Você ama a Igreja?

A pergunta pode parecer estranha, mas não é. Tem crescido o numero dos desigrejados. Rev. Augustus Nicodemus diz que estes desigrejados “além de não mais frequentarem a igreja defendem abertamente o fracasso total da igreja organizada, a necessidade de um cristianismo sem igreja e a necessidade de sairmos da igreja para podermos encontrar Deus” . Agreste no seu livro “Igreja? Tô fora!” diz que a resistência para com a igreja pode surgir por diversos fatores, então, listo apenas três deles: 1) Experiência ruim na infância: a igreja não faz sentido, o exemplo dos pais ou cresceram num ambiente que se falava mal dos irmãos. 2) Experiência ruim no presente: foram mal recebidos na igreja. O rito era frio ou agitado demais e lhe causou estranheza. 3) Conhece alguém que se diz crente, é obreiro, ou até pastor, mas seu caráter é duvidoso, sua vida fora da igreja é de completa desonestidade.


O Apóstolo Paulo começa o capítulo 2 de Colossenses aplicando o conceito adquirido através do conhecimento de Cristo como mistério revelado. Mistério este que o fez ministro, isto é, servo das aflições de Cristo a favor da igreja, no cumprimento da palavra (Cl 1.24-29). Paulo estava certo que como servo na dispensação de Deus deveria desenvolver seu ministério em favor da Igreja do Senhor, por isso, ele amou a igreja (Fl 1.7). Amou porque a eficácia do poder de Deus (Cl 1.29) agora trabalhava em seu coração. O mesmo poder que conduziu a Cristo amar sua igreja e se entregar por ela (Ef 5.25).


Sendo assim, Paulo, mesmo sem conhecer os irmãos face a face (Cl 2.1) para falar do conforto de possuir o tesouro do mistério de Deus, Cristo (Cl 2.2,3), ele se colocava junto com eles na batalha da fé. Por isso, o Apóstolo fala: “gostaria que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós”. A palavra usada para luta é a mesma que da origem ao substantivo “agonia”, com isso, Paulo dizia: sou participante do corpo de Cristo junto com as aflições desta igreja sentido a dor da vossa fé por causa de falsos ensinos, falsos mestres, falso conhecimento e falso culto.


Meus irmãos: Cristo (Ef 5.25) e Paulo (2Co 5.18 – 6.10) amaram a Igreja e viveram o sofrimento agonizante da comunhão na caminhada da fé buscando apresentá-la gloriosa e sem defeito (Ef 5.27), verdadeiramente perfeita (Cl 1.28).


Você ama a Igreja de Cristo? Tem lutado por ela? Sim? Então, se entregue por ela.


Rev. Marcelo Crispim


* LOPES, Augustus Nicodemus. Os desigrejados. Disponível em: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2010/04/os-desigrejados.html.

Flertando com o Mal

Flertando com o Mal


“Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” (Gênesis 3.6)


- “Ei! Psiu! Dá uma olhadinha! Aproxime-se! É muito bom e pode ser tudo seu”.
Assim começa a saga da desgraça humana. O nosso coração, que biblicamente é todo o complexo dos sentidos, uma vez rendido ao pecado, busca ocasião para o mal (Tg 1.4).


Mente, olhos, ouvidos, mãos e até o olfato perseguem desesperadamente, o tempo todo, uma maneira de usufruir dos prazeres imediatos proporcionados pela ação pecaminosa. Isso se dá em todas as esferas da vida humana. Eva, a mãe de todos, através dos sentidos, considerou que transgredir não seria tão mal assim, pelo contrário, isso poderia fazê-la mais poderosa. Seu filho Caim acreditou que eliminando a concorrência teria a aceitação que tanto desejava (Gn 4:6-7). Bem mais tarde, em busca de um “padrão de vida mais elevado”, Judas seria capaz de trair a confiança dos discípulos roubando-os (Jo 12.4-6) e não se contentando com isso pensou em uma cartada final que lhe renderia um bons trocados: vender o próprio Jesus.


Como podemos ver, poder, aceitação, riquezas são os grandes alvos da raça humana, mas isso é apenas “a ponta do iceberg”. Muitos outros desejos povoam o imaginário do nosso coração. O homem que olha com desejo impuro para uma mulher, a mulher que olha para outra mulher consumida de inveja, o funcionário que deseja de forma vil o cargo e o salário do colega e o político que está disposto a qualquer coisa em busca do poder são a sínteseda nossa propensão para o mal. Desta maneira vemo-nos, tal qual aconteceu a mãe Eva, ao irmão Caim e ao nosso codiscípulo Judas, flertando com tais coisas.


Que desesperador não é mesmo? Sim! Esta é a condição perene do homem sem Cristo e a condição transitória do homem que se afasta de Cristo. Mas graças ao Deus que nos conduz em triunfo (2Co2.14 ), temos mecanismos que nos ajudam a desviar os olhos do flerte mortal. Davi entendeu bem isso ao dizer: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.”(Sl119.11).Sim irmãos, a Caim foi dito –“Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. (Gên 4:7)”. A nós é dito: “Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Rm 8.12-16).


Glória a Deus que não precisamos mais viver flertando com o mal, mas podemos olhar firmemente para o Autor e consumador da Fé (Hb 12.2).


Em Cristo, Rev. Evan Gouveia

Consolo Recebido, Consolo Dado - 2Co 1.3-5

Consolo Recebido, Consolo Dado - 2 Coríntios 1.3-5


(3) Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! (4) É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. (5) Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.


Você já percebeu como é difícil dizer alguma coisa realmente útil diante da tragédia e da morte? Já percebeu que mesmo para os que proferem “palavras de consolo”, tais palavras parecem vazias em si mesmas? De que adianta dizer “não chore”, “não fique assim”, “vai passar”, “você precisa ser forte”, “confie”, “levante a cabeça”, “sinto muito” ou “meus pêsames”? De fato o que se pode fazer ou dizer diante de tais situações?


O texto nos desafia a refletir no papel do crente diante do sofrimento do outro. Paulo nos dá os elementos essenciais para haver um consolo de fato. 1º) A primeira verdade expressa no texto é: Deus é o Pai de misericórdias. É uma verdade consoladora saber que Deus é a fonte da misericórdia, isto é, por maior que seja o sofrimento, a misericórdia de Deus proverá o refrigério para que se possa suportar. 2º) A outra verdade que em si mesma produz condições de consolo é que Ele é Deus de toda consolação. Em nós mesmos não há consolo, pois que conforto pode haver em saber que quem nos consola está na mesma situação que nós? Deus é a fonte do consolo, somente na presença dele o coração se acalma e as esperanças renascem. Deus é capaz de transformar lágrimas em sorrisos. 3º) É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação. Não há tribulação que seja maior que a capacidade de Deus confortar. Nós podemos até confortar alguém que está passando por uma prova “suportável” ou daquelas que sabemos que “o tempo curará”, mas o que dizer diante da morte? Pois bem, é reconfortante saber que o poder do nosso Deus vai além da morte, a qual Ele mesmo já venceu. 4º) ...para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. É nesse ponto que Paulo nos mostra que Deus nos comunica a graça da consolação. 5º) Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor. Cristo padeceu para nos encher o coração da bendita esperança da glória (Col 1.27) ...assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo... O fato de sermos de Cristo nos habilita a comunicar aos outros a consolação que vem de Deus, em Cristo.


Portanto não se trata do que venhamos a dizer diante do sofrimento alheio, mas o que o próprio Deus fala através de Cristo em nós. Posto que se faça necessário dizer algo, lembremo-nos de que as Escrituras são a Palavra de Deus, assim sendo devemos expô-la aos que sofrem e não correremos o risco de falar coisas de pouco ou nenhum proveito, pois são elas que nos consolam em toda nossa tribulação.


Em Cristo, Rev. Evan Gouveia

Crianças na Perpectiva de Jesus

Crianças na Perspectivia de Jesus - Marcos 10.13-16


DADOS DO UNICEF MOSTRAM QUE –“O Brasil possui uma população de 60 milhões de pessoas com menos de 18 anos de idade, o que equivale a quase um terço de toda a população de crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe.As crianças são especialmente vulneráveis às violações de direitos, à pobreza e à iniquidade no País. 45,6% das crianças brasileiras vivem em famílias pobres. A cada dia, 129 casos de violência psicológica e física, incluindo a sexual, e negligência contra crianças são reportados, em média, ao Disque Denúncia”.MAS O UNICEF NÃO TEM COMO AFERIR A CONDIÇÃO ESPIRITUAL DAS CRIANÇAS...


Milhares de crianças nada ou pouco conhecem acerca do Evangelho. Tais crianças estão, nesse momento, sendo doutrinadas por seitas heréticas, por milícias de marginais ou grupos radicais. Outras são deixadas à própria sorte e vivem na ignorância espiritual.


A Igreja de Cristo é a única instituição habilitada para trabalhar pelo resgate espiritual destas crianças. Somente a Igreja tem como levar até aos pequeninos a mensagem que mudará de uma vez para sempre a história.Mas para que isso aconteça é necessário aplicar os princípios estabelecidos por Jesus nesta passagem.


1º)AS CRIANÇAS PRECISAM SER INTRODUZIDAS À PRESENÇA DE JESUS.A primeira lição que extraímos deste texto é que os ADULTOS DEVEM AGIR COMO AGENTES FACILITADORES.O fato de as trazerem não quer dizer que não sabiam andar, mas demonstra sua dependência. Aqui de pronto pode-se ver qual era a intenção: para que as tocasse. Mateus detalhou este “toque” a partir do fim do texto de Marcos (v. 16): “para que lhes impusesse as mãos e orasse” (Mt 19.13), como os judeus costumavam fazer quando abençoavam crianças.


2º)ELAS NÃO PODEM SOFRER EMBARAÇOS. A segunda lição que extraímos é que os ADULTOS não podem ser AGENTES DIFICULTADORES.Muitas vezes os pais e familiares se tornam empecilho para que as crianças continuem crescendo na graça e no conhecimento de Jesus.As impedimos através de mau exemplo, da má vontade, da hipocrisia, de uma motivação errada...


3º)DAS TAIS É O REINO DOS CÉUS.A terceira lição é que as crianças pertencem ao reino, tal qual os adultos. As crianças precisam de Cristo. Precisam também tornar-se “novas criaturas”, abandonar o velho homem. Precisam nascer de novo. Jesus morreu também pelas crianças.


Não deixe as crianças esperar; não hesite em trazê-las para as mãos de Jesus, não conte com o “mais tarde”: mais tarde, quando você for maior, quando entender mais da Bíblia, etc.As crianças podem ser trazidas para que Jesus as abençoe.O versículo 16 encerra a narrativa demonstrado o resultado que espera as crianças que se achegam a Jesus: Ele as toma em seus braços, impõe-lhes as mãos e as abençoa.


Em Cristo, Rev. Evan Gouveia

Precisamos novamente de Homens de Deus

Precisamos novamente de Homens de Deus


A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.


A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.


Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esses homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.


Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.


O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.


Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens. Serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo.


Rev. Marcelo Crispim (Adaptado de A.W. Tozer)

A quem Enviarei

A quem enviarei? E, quem há de ir por nós? - Isaías 6.8


No final de semana passado fomos impactados com duas mensagens claríssimas sobre a obra missionária. Primeiro: o impacto de uma nação que não conhece a Deus como Senhor e Salvador na vida do missionário. O Rev. João Marcos mostrou o quanto podemos nos enganar com nossa religiosidade que muitas vezes é vazia e destituída de verdadeira comunhão com Deus. Quando o fogo da batalha aumenta precisamos estar seguros de quem é o autor e consumador da nossa fé? Quem é nosso amparo e baluarte? O porto seguro nas tribulações. Na provação percebemos que espiritualidade desassociada da vida de piedade é morte para com Deus. Ressaltou em diversos momentos que apesar de toda instrução doutrinária recebida somos capazes de permanecermos com o coração petrificado, insensível e amargurado com os irmãos em Cristo. O orgulho nos faz sedentos ao lado da fonte de água viva e famintos na presença do Pão da vida. Mostrou-nos, de maneira graciosa, que nossa maior necessidade é de uma comunhão real e pessoal com o Senhor, destituída de toda e qualquer máscara. Segundo: mostrou que a obra missionária é urgente. Quantas pessoas não conhecem nada da mensagem do Evangelho e o quanto estamos tranquilos em nossa zona de conforto (Igreja/Família/Trabalho). Apontou para a realidade de estarmos despreparados para anunciarmos a Cristo como manda as Sagradas Escrituras.


Mas a pergunta ainda continua: A quem enviarei? E, quem há de ir por nós? Espero que respondamos: eis-me aqui! Envia-me a mim. Mas talvez possamos pensar: não queremos ir para tão longe. Tudo bem! Temos muito trabalho por aqui! Segue alguns dados para pensarmos:


No Brasil temos 7 segmentos menos evangelizados: 1º. Indígenas: 121 tribos sem presença missionária e que não conhecem nada a respeito de Jesus. 2º. Ribeirinhos: 10000 comunidades sem a presença de uma igreja evangélica. 3º. Ciganos: dos 1 milhão e 200 mil, 700 mil nada ouviram em sua língua e cultura acerca de Cristo e do Evangelho. 4º. Quilombolas: 2000 comunidades sem igreja evangélica. 5º. Sertanejos: 6000 acampamentos sem presença de uma igreja evangélica. 6º. Imigrantes: mais de 100 nações com representantes residindo no Brasil, destes, 27 países são completamente fechados ao envio de missionários. 7º. Surdos: 9 milhões segundo dados do IBGE, sendo que apenas 0,1% se declaram evangélicos. Meus irmãos! Há muito trabalho a ser feito na obra missionária.


Rev. Marcelo Crispim

O que é a Páscoa?

O que é a Páscoa? - Êxodo 12.26-27


Muitos festejam a páscoa nas igrejas neste mês de abril. Mas poucos sabem que “A Páscoa é o rito de lembrança e libertação celebrada em Cristo na ceia”. A festa da Páscoa está associada à saída do povo do Egito. A palavra Páscoa quer dizer “passando sobre” ligado à ideia de Êxodo 12.23. Páscoa tinha o sentido na Assíria, de suavizar ou acalmar . Em hebraico pode significar mancar, pular ou parar.


A Páscoa como cerimonial é a primeira das três festas anuais em que todos os homens tinham a obrigação de comparecer no santuário. É associada a festa dos pães asmos, a semana durante a qual a levedura era rigidamente excluída da dieta dos hebreus . Está relacionada com a décima praga – a morte dos primogentos do Egito. O sinal do sangue garantiria a segurança de cada casa assim indicada.


Os preparativos deveriam começar no décimo dia do primeiro mês. O cordeiro pascal era escolhido de acordo com o número de pessoas na família. Deveria ser sem mancha, de um ano de idade e macho. Deveria ser tratado de maneira especial até o 14º dia do mês que seria morto. Seu sangue colocado nas ombreiras das portas. A carne deveria ser assada no fogo com a cabeça, pernas e partes internas e nenhum osso deveria ser quebrado.


A carne assada deveria ser comida com pão asmo e ervas amargas, e deveria ser consumida de forma que nada sobrasse para o dia seguinte; qualquer sobra deveria ser queimada. A refeição era feita às pressas, com os lombos cingidos, sapatos calçados e a vara na mão.


A festa da Páscoa era um dia de memorial a ser comemorada por todoas as gerações como uma ordenaça eterna. Somente o povo de Israel participava, todavia, o extrangeiro circuncidado e viajantes que se identificavam com real interece em Israel eram aceitos. Assim os pais tinham a obrigação de contar para os filhos a história do povo de Israel (Êxodo 12.24-25; Salmo 78.1-7, 49-54; Ezequiel 20.9-10).


A Páscoa é um rito de libertação. É a celebração da libertação da escravidão física e espiritual do Egito . Quando celebramos a páscoa não estamos celebrando um praga, mas o símbolo da libertação do povo no Egito. Mas porque é necessario encerrar os atos de libertação com morte. Para nos remeter à criação e a queda “no dia que comer certamente morrerás” – daí entendermos que não existe libertação sem morte, sem derramamento de sangue.


Mas, devemos celebrar a páscoa ainda hoje? Sim. Porque? Como aplicamos a páscoa em nossas vidas? Cristo é a nossa páscoa. A Ceia é o rito de lembrança (1 Coríntios 11.24-26; Mateus 26.26-29; 1 Coríntios 5.7-8). Ao celebrarmos a ceia nós dizemos que o cordeiro pascal foi imolado – a ceia é o memorial - a ideia fundamental da páscoa. Cristo é nossa libertação. É a morte de Cristo que nos trouxe salvação (Mt 20:28; Mt 26:28; Ap 5:9). Cristo é a nossa Páscoa. Portanto, a Páscoa deve levar-nos à adoração, humilhação, confissão e serviço. Celebremos a Páscoa!!!


Rev. Marcelo Crispim


1 TENNEY, Merrill C. Enciclopédia da Bíblia. Vol. IV. São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 2008, pg. 783.
2 PFEIFFER, C. F. Enciclopédia histórico-teológica. Pg. 101
3 GRONINGEN, Gerard Van. Criação e consumação. Pg. 341.

Pastor! Quero esganar meu marido. Posso?

Pastor! Quero esganar meu marido, posso?


A pergunta pode parecer piada, mas fato é que nem todos, mesmo cristãos, têm um bom relacionamento familiar. Alguns preferem ignorar a existência de taldesastre conjugale viver como se estivesse tudo normal. Crendo que esse não é um procedimento cristão (Mt 5.43-44; 1 Jo 4.20-21), o que fazer para criar um relacionamento saudável com o conjugue? E quando de fato o conjugue coopera para fazer da convivência familiar um ambiente insuportável. Tenho que brigar? O afastamento é o melhor caminho? O que fazer para ter relacionamentos transformados?


Creio que relacionamento é uma confusão muitas vezes, mas que vale a pena! Nem sempre é fácil manter um bom ambiente relacional com todas as pessoas, mas um princípio que deve ser entendido e aplicado ao relacionamento é o da Criação-Queda-Redenção.


O relacionamento é uma benção criada por Deus (Gn 1.26-28; 2.20-24). Todo ser humano foi criado para relacionar-se, ninguém pode viver como uma ilha. Portanto, seu relacionamento é uma obrigatoriedade constituída pela relação criador/criatura e não uma necessidade obrigatória do amor proposto ao conjugue. A relação é Deus, o próximo e Eu. Minha vida de “comunhão” – (ser uma só carne) com meu conjugue é um serviço/liturgia/culto de adoração a Deus (Mt 5.23-24).


Todavia, é preciso entender que os relacionamentos, depois da queda em Adão (Gn3), foram afetados em todas as suas realidades e potencialidades (Gn 6.5; Jr 17.9). Lidamos com o ser humano criado por Deus, mas afastado do propósito do seu criador no desenvolvimento de sua vida (Rm 1.21,23-32). O pecado fez com que o homem não só enxergasse a realidade dos seus relacionamentos distorcida, mas que invertesse por completo suas relações. A proximidade com sua sogra, seu conjugue, filhos e amigos sofrem pelo distanciamento com Deus. Quanto mais longe da vontade revelada de Deus, piores são nossos relacionamentos.


Contudo, há uma esperança! A redenção de nossos relacionamentos é possível através da nossa restauração em Cristo (2Co 5.17). Se nossos relacionamentos nos fazem sofrer é preciso lançar nossos fardos sobre ele, pois de fato e verdade, tem cuidado de nós (Mt 11.28-30). O descanso para alma aflita está no encontrar-se com Cristo. Relacionamentos são restaurados quando indivíduos são transformados pela graça misericordiosa de Deus revelada em Cristo (Tt 2.11-14). As contendas entre nós provém de um coração corrompido (Tg 4.1), portanto a restauração deste coração é ato da graça redentora (Ef 2.1-10). Relacionamentos são mudados quando o ser humano volta ao propósito do Criador. Volta a viver em submissão, isto é, relação de adoração criatura-criador. (Continuação... “Série Família”)


Rev. Marcelo Crispim


1 Alusão ao Livro do David Paul Tripp “Relacionamentos: uma confusão que vale a pena”.


Uma Morte com Propósito

Uma Morte com Propósito


O propósito de Deus ao enviar Jesus Cristo para morrer foi: salvar as pessoas do pecado, libertar do mundo mau, torná-las puras e santas, criar pessoas que façam boas obras. Há cinco coisas que podemos notar na morte de Cristo: 1. As pessoas são reconciliadas com Deus através dela (Rom. 5: 1). 2. São perdoadas e justificadas (Rom. 3:24). 3. São purificadas e santificadas (Heb. 9:14). 4. Adotadas como filhos de Deus (Gal. 4:4-5). 5. E por fim recebem glória e vida eterna através dela (Heb. 9: 15). A partir de todas estas evidências, o ensino da Bíblia é claro: o propósito da vinda de Cristo foi (e realmente cumpre tal propósito) trazer perdão ao homem, no tempo presente, e glória no porvir.


Quando qualquer ação acontece, há um agente (quem a pratica); há os meios empregados (como é feita); e há um fim em vista (o quê, ou resultado final). O fato de enviar o Filho envolveu Deus, o Pai, em três coisas: houve o propósito original que sempre estivera em Sua mente (I Pedro 1:20); houve o Seu ato de dar ao Filho todas as habilidades que Ele necessitava, a fim de fazer a obra para a qual fora enviado (João 3:34-35); houve o Seu ato de prometer a Seu Filho toda a ajuda necessária quanto ao sucesso na obra (Atos 4: 10-11). Devido ao fato de Deus, o Filho, haver voluntariamente concordado em fazer o que o Pai tinha planejado, podemos afirmar que a obra de Cristo é o único meio usado para obter nossa salvação. E na própria obra da nossa salvação, há duas ações que Cristo fez. Estes dois atos históricos de Cristo são: 1. Sua entrega voluntária, no passado, e 2. Sua intercessão por nós, agora.


Há dois propósitos na morte de Cristo, um principal e um secundário. O propósito principal da morte de Cristo era glorificar a Deus. Em todas as coisas que faz, Deus pretende, primeiramente, demonstrar Sua própria glória. Mas a morte de Cristo tem, também, um propósito secundário, ou seja, salvar homens e mulheres de seus pecados e levá-los a Deus. Concluímos, então, que a morte de Cristo teve o propósito de nos beneficiar. Ele morreu somente por aqueles que realmente recebem esses benefícios. Podemos dizer o seguinte: se a morte de Cristo realmente obtém redenção, lavagem, purificação, libertação dos pecados, reconciliação, vida eterna e cidadania num reino, então Ele morreu somente por aqueles que recebem tais coisas. Fica firmemente estabelecido que todos aqueles para os quais Cristo obteve a redenção, inquestionavelmente a recebem. A salvação não se tornou possível para todos os homens por meio da morte de Cristo; ela se tornou real para todos a quem foi dada. Meus irmãos, na morte de Cristo temos a plena certeza de redenção. O propósito foi completado. Cristo é nossa suficiencia!


Rev. Marcelo Crispim

Jesus Anuncia a Era do Gelo

Jesus Anuncia a Era do Gelo


“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” (Mateus 24.12)


O termo era do gelo (também idade do gelo, período glacial ou era glacial) é utilizado para designar um período geológico de longa duração de diminuição da temperatura na superfície e atmosfera terrestre, resultando na expansão dos mantos de gelo continentais e polares bem como dos glaciares alpinos. Produções cinematográficas como a animação “A Era do Gelo” dão sua parcela de contribuição para solidificar a ideia de que os períodos glaciais teriam durado centenas de milhares de anos. De fato, existem evidências de que há muitos anos as geleiras cobriram grandes áreas da América do Norte e do noroeste da Europa, mas teriam durado tanto tempo? A maioria dos geólogos crê que foram quatro glaciações, os geólogos criacionistas creem que foi apenas uma.


Controvérsias geológicas à parte, Jesus nos adverte sobre uma glaciação que afeta diretamente a humanidade: o esfriamento do amor. Em épocas natalinas costuma-se dizer que “o amor está no ar”, em contrapartida vemos, nessa época do ano, paralelamente, um aumento dos delitos violentos (assassinatos, assaltos, furtos e roubos). A pergunta é: a qual amor a máxima se refere? Jesus não faz referência às gentilezas fugazes ou ao altruísmo anual do chamado “espírito do natal”. A era glacial a que alude afetará diretamente o amor do homem ao seu Criador. O texto fala de pessoas que se levantarão em nome de Cristo com o intuito de enganar (4,5); fala do aumento do ódio aos cristãos (9). Escândalos, traições, ódios e enganos (10,11) caracterizarão esta era. Este estado de coisas revela um sentimento apóstata do homem em relação a Deus. Assim, este quadro sombrio de iniquidade exacerbada, resulta inevitavelmente no esfriamento do amor da maioria das pessoas (12). Os gélidos ventos da nossa época evidenciam que estamos adentrando à Era do Gelo, pois os fundamentos do evangelho são sistematicamente rechaçados por uma sociedade (e governos) que, como tendo comichão nos ouvidos, não suportam a sã doutrina (2Tm 4.3).


Na suposta Era Glacial geológica sobreviveram aqueles que buscaram e encontraram lugares aquecidos. Na era predita por Jesus, o próprio amor é a salvação. Ele diz: “Aquele, porém, que perseverar até o fim será salvo” (13). Perseverar em quê? No amor! No evangelho que continua sendo anunciado. Na animação “A Era do Gelo”, os personagens cantam uma marchinha: “eu não sei, mas vou lhe dizer que o fim do mundo no gelo vai ser...” Ao contrário da fantasia nós sabemos, pois, o Senhor já nos advertiu e devemos anunciar, quer ouçam ou deixem de ouvir (Ez2.5) que os últimos tempos serão marcados por corações enregelados. O mundo deve tomar conhecimento de que Cristo é aquele que faz aquecer as vestes, no inverno impiedoso (Jó 37.17). Desta maneira a Igreja sabe que ela não perecerá diante deste quadro ameaçador, pois ela confia que o sol da justiça nascerá trazendo salvação para aqueles que temem ao Senhor (Ml4.2).


Rev. Evan Gouveia - Vitória da Conquista, BA, 24 de dezembro de 2014


1 Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_do_gelo#Controv.C3.A9rsias

A Páscoa Cristã Êxodo 12

A Páscoa Cristã Êxodo 12


Qual o significado da Páscoa Cristã? Existe uma diferença entre a Páscoa Cristã e a Páscoa que o mundo nos apresenta?


A Páscoa cristã é uma das festividades mais importantes para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo (Jo 20), o Filho de Deus, que veio ao mundo para salvar o povo escolhido por Deus (Jo 3.16; Fp 2.5-8). Entretanto, a Páscoa já era comemorada antes do surgimento do Cristianismo. Tratava-se de uma celebração, comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito que durou aproximadamente 430 anos. Infelizmente a sociedade contemporânea, com seus ovos e coelhos, transformou a Páscoa num verdadeiro comércio.


Ainstituição da Páscoa (Ex 12) se deu na ocasião em que Deus tirou o povo de Israel do Egito. Deus ordenou às famílias do seu povo que matasse um cordeiro e marcasse com o sangue as ombreiras e vergas das portas de suas casas (Ex 12.1-7). Assim quando o SENHOR viesse para ferir os egípcios e visse o sangue nas casas dos hebreus ordenaria ao Destruidor que não entrasse naquela casa para destruição. Portanto, o sangue serviria como sinal para salvação dos judeus (Ex 12.13, 22,23). Daí o termo Páscoa, do hebraico pesah, que significa “passar por cima”, “poupar”, “pular além da marca”.


Porém, é relevante o fato de que essa história apontava para o futuro quando Cristo, o Cordeiro de Deus, derramaria o seu sangue para salvação do povo escolhido de Deus. O cordeiro de Êxodo 12 tipificava Jesus Cristo que haveria de vir. Portanto, Jesus foi morto, crucificado, para fazer remissão de pecados. Ele é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” e que nos trouxe tão grande salvação. Assim, quando o cristão participa da Ceia do Senhor, sacramento do cristianismo que substitui a Páscoa do AT, ele come da carne do cordeiro (Jesus) fazendo-se recordação da morte e ressurreição de Cristo, garantia da sua redenção.


Averdadeira Páscoa olha para Jesus Cristo crucificado e ressurreto. Nesse domingo comemoramos a ressurreição de Cristo. Ela é um dos pilares do cristianismo, pois “se Cristo não ressuscitou a nossa fé é inútil, somos os mais infelizes dos homens e ainda permanecemos em nossos pecados”. Contudo, os quatro evangelhos narram a história da ressurreição de Cristo. Essa história além de estar em nossa memória deve também ser testemunhada até aos confins da terra (Lc 24.44-49; At 1.8). Páscoa não é chocolate, coelho, ovos, é sim a ressurreição do cordeiro de Deus, o Cristo. Portanto, a Páscoa Cristã é festejada pelo fato de que Cristo ressuscitou, sendo isso a garantia da eterna salvação dos cristãos, seus fiéis seguidores.


Pr. Licenciado Messias de Paula Souza